Dentre as diversas implicâncias que tenho, aquela com a Economia é das maiores, porque até hoje jamais consegui apreender o sentido dessa disciplina. A mim sempre me pareceu uma seita meio alquímica, meio mística e meio ilusionista. Até que hoje me deparei com a seguinte matéria:

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/07/23/the-economist-indice-big-mac-mostra-sobrevalorizacao-do-real-ante-dolar-917224997.asp

Em primeiro lugar, fiquei surpreso ao descobrir que um dos piores sanduíches jamais inventados no planeta serve de inexador de valor econômico. É espantoso. Eu até tentei cooptar, comi algumas vezes nessa lanchonete, mas acho o sabor de isopor simplesmente insuportável. O cheiro é nefasto! Pior que ele, só o do Bob’s da esquina da Presidente Antônio Carlos com a Presidente Wilson aqui no Rio de Janeiro. Parece que a gente vai cair numa poça de gordura fervente. Concordo, entretanto, que a publicidade é das mais eficazes do mundo. Nada supera a alegria da petizada em comer aquela porcariada vendida pelo grande M (que pra mim é uma grande m#@$*&da).

Mas enfim, não é culinária o tema, mas economia. Aí prossegue o repórter dizendo que a nossa moeda está sobrevalorizada frente ao padrão mundial estabelecido em meados do século XX. Por nada entender da hermética disciplina, recorri à rede mundial, essa catarata do iguaçu de informações para retirar essa pequena gota (Obrigado Millôr):

Sobrevalorização (da taxa de câmbio) (overvaluation) Valorização da moeda local acima da taxa de câmbio de equilíbrio. Uma taxa de câmbio sobrevalorizada resulta num déficit externo insustentável, desequilíbrio interno ou medidas de proteccionismo excessivas.

Ou seja, nós estamos protegendo demais nossas mercadorias, com o risco de prosseguirmos para um déficit externo insustentável, provavelmente comparável aos da década de 1980 – quem tem mais de 40 anos se lembra desse lamentável período da história nacional.

Na outra via, sempre que me deparo com cenários tão catastróficos, elaborados pelos sacerdotes mais inspirados dessa nova religião, lembro-me de que profecias não passam, assim como a ciência, de um grande embuste.

Bem, agora que já preguei contra esses fanáticos, peço aos meus dois fiéis leitores que me resgatem dessa ira!

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