Então estou recebendo a revista Veja. Não sei bem como isso ocorreu, porque eu nem gosto muito de uma publicação que insiste em contratar o Diogo Mainardi – quero ser Paulo Francis – como colunista. De toda forma, a tal publicação está chegando e é uma leitura de banheiro bastante razoável.

Só que, recentemente, a revista me saiu com uma pérola: Açúcar, acharam o culpado. Querem culpar o açúcar pela falta de vergonha na cara dessa gente que come exageradamente, pela cultura de consumir tudo aos baldes, do excesso.

Saio em defessa do açúcar, desde que consumido moderadamente. Claro que se o sujeito toma um ou dois litros de refrigerante por dia, se come uma torta de creme em cada refeição, se exagera na quantidade de comida, vai engordar. A culpa, certamente, não é do açúcar. Aliás, tinha uma brincadeirinha que dizia o seguinte: Quem engorda não é o chocolate, é você, se comer uma caixa por dia.

É por isso que faz tempo que venho publicando no blog que a ciência está sempre provando que está infalivelmente errada. E pior do que isso, é a forma com que a imprensa divulga as descobertas. São manchetes bombásticas – credo, que clichê – e, quem lê o conteúdo da matéria, percebe que os dados estatísticos não são suficientes para embasar nada.

Acho que o mundo precisa de um inimigo. E quando o demônio provou que não existia, sua maior façanha, temos que, de tempos em tempos, buscar um contendor à altura. O cigarro, as drogas ilícitas, o açúcar, o álcool, a gordura, enfim, são todos os “demônios” da hora.

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