Então: ontem eu fui ver o espetáculo teatral BAAL, uma peça escrita por Brecht (pra quem quiser ter uma superficial ideia de quem era o cara: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bertolt_Brecht), apresentada pelos formandos da primeira turma da escola de atores Wolf Maia.

Um espetáculo arrojado, com uma produção impressionante para um espetáculo de final de curso. A montagem foi no estacionamento do shopping em que está localizada a escola. Foi estendida uma lona de caminhão, um cercado com plantas, esteiras, luzes de natal no teto, uma boa iluminação, máquina de fumaça, muita água… Enfim, muitos efeitos.

É difícil julgar a atuação de uma turma tão grande. Havia um revesamento de três atores no papel do poeta maldito Baal, dos quais um se destacou bastante. Achei – e isso é uma opinião muito pessoal – que a exploração da nudez foi um tanto desnecessária e gratuita.

De toda sorte é um espetáculo bastante recomendável. É uma homenagem delirante a Dionísio, com um componente catártico bastante forte, para fazer jus ao tema.  Para conhecer um pouco da peça, eis um trabalho acadêmico sobre ela: http://200.144.182.130/revistacrop/images/stories/edicao14/vol14a04.pdf

Mas espero que a montagem permaneça, que vingue, que ganhe os palcos. É importante, especialmente neste delicado momento político, a resistência da cultura, especialmente de uma que atinge o espectador de forma tão visceral.

A conferir.

 

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