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Fui ontem novamente ver Indiana Nomma cantando Mercedes Sosa. O apelido dela era La Negra. Mulher valorosa, de voz forte e cantar poderoso, daqueles que arrepiam a alma. Ainda me lembro da primeira vez que ouvi Volver A Los Diecisiete, de Violeta Parra. Eu estava meio apaixonadinho por um garoto que depois veio a ser um de meus melhores amigos. Nem vou contar o santo, embora ele jamais leia isso e nenhum dos meus 17 leitores me conhecessem à época e nem saibam quem ele é, acho antiético. Mas enfim, estávamos viajando para um acampamento – acampávamos muito na década de oitenta – numa estrada de terra, e o toca-fita começou a tocar esta canção. Para mim, primeiro era o som, nada da letra, porque eu não entendia espanhol. Ficou na minha cabeça o refrão que, aos 19 anos, eu cantava “como el mosquito en la piedra”.

Absolutamente TODAS as vezes que ouço Volver… me vem a imagem do corcel II parado no meio do cerrado, numa estrada de terra, ele com aquela cara de anjinho barroco e aquele coração de derreter geleiras, o sorriso franco e os olhos perdidos num horizonte sonhador e um sincero desejo de transformar o Planeta Terra num mundo melhor. Já se vão quase quarenta anos dessa ocasião, mas é uma imagem tão indelevelmente gravada em minha memória que, por mais que eu tenha aprendido a letra, ouvido a canção infinitas vezes, dele é de quem eu mais me lembro. Eu e ele éramos da mesma idade, então a canção não seria muito sobre nós, já que Violeta a compôs já na maturidade, ao se apaixonar por um efebo, mas mais que marcar essa paixão, me introduziu no mundo de Mercedes Sosa.

Depois dessa, vieram Yo Vengo a Ofrecer mi Corazón, Gracias a la Vida, Alfonsina y el Mar, Maria Maria e tantas outras canções, mas a que mais me emociona é Yo Tengo Tantos Hermanos. É ouvir e chorar. Na rua, quando estou com o áudio ligado e o fone de ouvido, se começa a tocar esta canção, pulo. Sinto um pouco de vexame ficar chorando em público porque estou ouvindo uma canção.

Por isso, venho agradecer à grande cantora Indiana Nomma pelo presente desse tributo a Mercedes, que ela canta há 19 anos!

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Fui ontem novamente ver Indiana Nomma cantando Mercedes Sosa. O apelido dela era La Negra. Mulher valorosa, de voz forte e cantar poderoso, daqueles que arrepiam a alma. Ainda me lembro da primeira vez que ouvi Volver A Los Diecisiete, de Violeta Parra. Eu estava meio apaixonadinho por um garoto que depois veio a ser um de meus melhores amigos. Nem vou contar o santo, embora ele jamais leia isso e nenhum dos meus 17 leitores me conhecessem à época e nem saibam quem ele é, acho antiético. Mas enfim, estávamos viajando para um acampamento – acampávamos muito na década de oitenta – numa estrada de terra, e o toca-fita começou a tocar esta canção. Para mim, primeiro era o som, nada da letra, porque eu não entendia espanhol. Ficou na minha cabeça o refrão que, aos 19 anos, eu cantava “como el mosquito en la piedra”.

Absolutamente TODAS as vezes que ouço Volver… me vem a imagem do corcel II parado no meio do cerrado, numa estrada de terra, ele com aquela cara de anjinho barroco e aquele coração de derreter geleiras, o sorriso franco e os olhos perdidos num horizonte sonhador e um sincero desejo de transformar o Planeta Terra num mundo melhor. Já se vão quase quarenta anos dessa ocasião, mas é uma imagem tão indelevelmente gravada em minha memória que, por mais que eu tenha aprendido a letra, ouvido a canção infinitas vezes, dele é de quem eu mais me lembro. Eu e ele éramos da mesma idade, então a canção não seria muito sobre nós, já que Violeta a compôs já na maturidade, ao se apaixonar por um efebo, mas mais que marcar essa paixão, me introduziu no mundo de Mercedes Sosa.

Depois dessa, vieram Yo Vengo a Ofrecer mi Corazón, Gracias a la Vida, Alfonsina y el Mar, Maria Maria e tantas outras canções, mas a que mais me emociona é Yo Tengo Tantos Hermanos. É ouvir e chorar. Na rua, quando estou com o áudio ligado e o fone de ouvido, se começa a tocar esta canção, pulo. Sinto um pouco de vexame ficar chorando em público porque estou ouvindo uma canção.

Por isso, venho agradecer à grande cantora Indiana Nomma pelo presente desse tributo a Mercedes, que ela canta há 19 anos!

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