Outra vez a velha senhora bélica

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Leio na Falha de São Paulo que a OTAN está se preparando para enfrentar a Rússia.

É um absurdo isso. A organização é uma aliança de países capitalistas e exploradores, cuja população decresce vertiginosamente, mas que, graças ao colonialismo do Séc. XIX/XX, ainda se tem como centro do poder global. Os EUAN lideram esse grupo de ricos exploradores, sonho de consumo de todos os capitalistas de pindorama e, em tempos de crise no país que nem tem nome, mas se arroga o papel de xerife do Planeta.

Criada para se opor ao Pacto de Varsóvia, logo depois do fim da guerra de 39 a 45, travada pelas forças do Eixo nazifascista contra as demais nações, deveria ter sido extinta com a queda da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, mas deu uma de joão-sem-braço e ficou lá, aliciando mais países para fazerem parte da aliança militar.

Esse aliciamento foi expandindo para Oriente a área de atuação da OTAN para as fronteiras da Rússia, ameaçando este País com uma presença forte das forças militares, restando apenas a Ucrânia, mãe da Rússia. Ocorre que, nos últimos tempos, a Ucrânia vem tentando ingressar tanto na União Europeia quanto na OTAN, isso depois de ter havido lá também uma espécie de golpe brando, com a eleição do comediante Zé Lenski, bastante afinado com as ideologias dos EUAN.

Putin, lógico, não gostou e nem tinha de gostar e deixar isso barato. Invadiu a Ucrânia, pensando que seria um passeio no parque. Não está sendo.

Agora, essa matéria da Falha diz que o Tratado do Atlântico Norte está pronto para se aliar à Ucrânia. Os dois lados deste embananamento geopolítico são detentoras de armas de destruição em massa, as mais perigosas, com potencial para aniquilar a vida como a conhecemos hoje.

Logo no começo da guerra, o Leonardo Stoppa, um cara bem legal cujos vídeos vejo sempre que posso, fez uma defesa da impossibilidade de utilização dessas armas nucleares, afirmando que isso é uma técnica para nos assombrar e manter sob controle, mas que jamais um dos lados seria insano de se suicidar.

Mas será mesmo? Era para ter sido uma ação pontual, com a Rússia, um país enorme e muito rico, contando com o velado apoio da China, outro gigante, e a derrocada da ínfima Ucrânia. Mas já lá se vão mais de 4 meses.

E se, de fato, a OTAN entrar na jogada? Estaremos diante do inevitável fim?

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