Hoje eu me lembrei de uma história contada por um amigo do trabalho. Como não conheço ninguém, e o causo se sucedeu muito tempo atrás, acho que não há problemas em divulgar. Afinal, é pouco provável que meus 10 leitores conheçam os personagens.

Alberto era casado com Marina havia uns quatro anos. Compraram um apartamento bacana, num bairro bom do Rio de Janeiro e se mudaram para lá. Só que a pia da cozinha vivia com um vazamento com o qual Marina tentava lidar sem se aborrecer, porque o Alberto, além de não ser uma pessoa das mais hábeis em trabalhos domésticos masculinos, ainda tinha uma preguiça monstra de realizá-los nos finais de semana. Afinal, trabalhava muito durante a semana e aos sábados e domingos só queria relaxar.

Num desses domingos a esposa fartou-se ao entrar na sala e se deparar com o maridão ali, só de calção frouxo, vendo televisão. Apelou e intimou aos berros o conserto da pia, entrando em seguida no banheiro com uma frase do tipo:

– se quando eu sair do banheiro você não estiver pelo menos tentando arrumar aquele vazamento, é bom nem falar comigo.

Um tanto aborrecido, Alberto chamou o Severino, uma espécie de faz-tudo (será que tem hífen?) do edifício. O cabra, bom de serviço, nem titubeou: a oportunidade de faturar uns trocadinhos extras no domingo era bem boa, afinal, a tarifa para finais de semana era dobrada. Nem bem Severino mergulhou no armário da pia, Alberto se mandou pro boteco da esquina, pra tomar umas cervas e esquecer os problemas.

Nesse ínterim, Marina saiu do banheiro e só viu aquela bunda pra cima, num calção da mesma cor da de Alberto, e com os testículos escapando por uma das pernas do short largo. Contente, pensando ter convencido o maridão a agir como o homem da casa, chegou silenciosamente por trás da vítima, fez um carinhozinho nos ovos do cara e disse:

– de quem são essas bolinhas?

Severino levou um susto gigantesco e, num salto, quase arrebentou a cabeça no fundo da cuba de inox da pia, que, pelo que eu soube, ficou até amassada. A pancada foi tão forte que o faz-tudo apagou ali na hora. Marina, ainda meio estarrecida, gritou pelo marido, pegou o telefone, chamou uma ambulância, socorreu o coitado e, só então, contou a Alberto o ocorrido.

Fato é que ambos tiveram que vender o apartamento e se mudar, porque todos os vizinhos ficaram sabendo da história e, ao cruzar com o casal, ou com algum deles, no elevador, ficavam olhando e soltando aquelas risadinhas infames.

0 resposta

  1. Isso parece que é história da Pollyanna…finalmente descobrimos a identidade secreta dela??????????

  2. Oi Cris! Não conhecia seu blog, a Marcinha que mandou… muito bom!
    Me lembrou as mancadas que o Fefo dá rsss. (depois pede pra Marcinha te contar o que ele já aprontou com meus vizinhos).

    Beijo

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