Primeiro dia:

Bem, o primeiro dia das férias, na verdade, é segunda-feira, mas como eu gosto demais desse período, eu começo a contar 3 dias antes, na sexta-feira que antecede o fim de semana anterior. Ou seja, desde ontem, quando entreguei a última minuta de despacho ao meu chefe, estou de férias.

Teca na lagoa.

Começou assim: tínhamos de tomar um vôo pra Brasília, para celebrar o aniversário de uma pessoa super querida, a Nely Barbosa,  que vai comemorar 80 primaveras. É uma vitória! A nora dela fará uma festança daquelas, dignas de constar nas melhores colunas sociais – isso se a gente fosse socialaite, não é mesmo? – e por isso fizemos um pit stop aqui. Também aproveitei a oportunidade para convidar minha mãe e minha irmã para mais nova a festa e assim matar uma manada com um tirinho só. Vejo-as, elas me vêem e cumprimentam pelo meu aniversário que foi ontem; matamos um pouco das saudades; fofocamos e falamos mal da cumade (essa é uma talzinha em quem papai dava uns pegas, cuja história ainda aparecerá) e, por fim entrego a Teka para elas tomarem conta enquanto estamos fora. Afinal, quem tem cachorrinho e viaja muito tem dessas coisas. Volta e meia tem de arrumar uma babá para os bichinhos.

Mas, antes de tudo, tinha de terminar esse bendito despacho que eu falei antes. É um assunto chato e eu prefiro não detalhar, com potencial para uma grande dor de cabeça, mas que com a ajuda dos Orixás, vai terminar tudo bem. De todo modo, deu um trabalhão danado pra umas 6 pessoas, eu inclusive, que tive de dar a forma final da minuta e que meu chefe não gostou muito e fez ainda algumas alterações. Nessa batida, ele só me libertou às 17h05, ou seja, mais que em cima do laço. Nem pude me despedir direito das pessoas.  Saí num carreirão para o Santos Dumont – que felizmente é do outro lado da rua – para me encontrar com Nelson e Teka.

Chegando lá, eu achei que o Nelson tinha ministrado Acepran pra Teka e ele me disse que tinha dado meio dramim. Bem, eu não sou especialista, e achei que a bichinha ficou meio apavorada no porão da aeronave. Tudo bem. Fizemos o check in e despachamos as bagagens. Eu fui ao balcão para pagar a “passagem” da Teka. Aí já falei logo pra balconista:

– Olha, eu não sou bonzinho como aquela tiazinha que perdeu o cachorrinho na Gol, não, viu? Se a minha cachorrinha não chegar em Brasília, vocês vão ver cenas de sangue no aeroporto Juscelino Kubitscheck.

Ela deu um sorrisinho amarelo e já passou um rádio lá pra dentro…

Voamos de Webjet, que é a companhia mais antenada com o que há de mais moderno em desconforto aéreo nos padrões internacionais: as poltronas não reclinam mais e o lanchinho é cobrado. Uma sopinha daquelas prontas da knorr custa só 5 pilas!

Aqui em Brasília, minha querida amiga Mônica nos esperava. O filho dela comprou um carrão, menino. Fiquei passado. Um desses sedãs de luxo. Fazia tempo que não andava num carro tão bom. Foram a Mônica, o André e a namorada dele, que queriam me conhecer porque eu emprestei o apartamento para eles ficarem uns dias no Rio de Janeiro.

Vou falar no assunto que me preocupa só mais uma vez, porque como eu mesmo sempre digo:

– Defunto muito encomendado não chega no céu!

Então lá vai: fiz uma ladainha dos perigos de se deixar o gás do chuveiro ligado. Pronto. É a última vez que toco no assunto. Dagora pra frente, a paranóia é só minha e interna.

Comemos uma lasanha à luz de velas, porque faltou luz no condomínio ontem à noite. Rezamos muito para isso não acontecer hoje, no dia da grande festa. Mas vai dar tudo certo.

Agora é de manhã, do sábado e eu vou ficar uns minutos de ponta cabeça, para iniciar bem meu dia.

Até mais.

 

 

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