Depois de Malmö, Stockolmo foi meio decepcionante. Para começar, pegamos um vagão leito com mais 4 pessoas: dois casais. Mas não foi assim, uma facilidade. Primeiro, quando nós chegamos à cabine designada, já estava lá um casal de garotos. Ele uns 25 e ela uns 20. Mas que chulé é aquele? Não sei se dele ou dela, mas estava muito ardido. Depois de alguns minutos, claro, a gente se acostuma. Ainda mais que deixamos a janela um pouco aberta no começo da viagem, para entrar um arzinho puro. Hehehe.. Acho que as bactérias congelaram.

Acostumados com o cheirinho, conseguimos dormir. Na primeira parada, o rapaz disse que dali o trem seguiria direto para Stockolmo. Aí eu e o Nelson pulamos da bancada do meio para a bancada inferior, que tem mais espaço na vertical. Tudo bem, até uma outra parada, em que entrou uma velhinha com seu velhinho aleijado de uma perna. Ela foi bastante ríspida, dizendo que o lugar era dela. Menos de um minuto lá estávamos eu e Nelson de volta aos nossos leitos intermediários. A velha ainda ficou reclamando, dizendo que aquilo não era certo. Foi um triz pra eu não mandá-la praquele lugar. Oras, nós já havíamos nos desculpado e, sem nenhum argumento, nem fizemos um movimento de resistência, estávamos de volta aos nossos lugares originais. Ela ficou lá, resmungando… Mas acho que é coisa de gente velha, né? Eles resmungam mesmo. Eu vou tomar o cuidado e prestar muita atenção, para não ficar assim, resmungão, quando envelhecer.

Depois de mais alguns minutos ela arrumou a caminha dela, a do velhinho dela, e sossegou. Eu já estava meio dormindo, foi só me entregar a Morfeu.

Tive um sonho muito estranho, com muita gente conhecida, mas o mais peculiar era minha irmã, no meio de um furacão. Estávamos todos em um trem quando o vento começou e eu não conseguia achá-la. Bem angustiante mesmo.

Chegamos a Stockolmo bem cedinho, às 6 da manhã. Partimos em busca da Viking Line, porque queríamos fazer o cruzeiro para Helsinque. Infelizmente não havia vagas em cabines para a ida. Fiquei meio temeroso de ir sem lugar para dormir. O que significaria ficar de 17 horas de hoje às 10h de amanhã de pé? Ou por outra, a moça do balcão disse que poderíamos vagar por todo o navio, que não ficaríamos expostos, mas mesmo assim, né? Quem sabe uma coisa dessas. Imagine a manchete: Brasileiros congelados no mar do Norte.

Isso já foi meio um balde de água fria no nosso passeio, mas tudo bem. Fomos procurar um hostel decente. O primeiro era esquisitíssimo, e nem tinha chuveiro. No segundo, embora o ambiente fosse legalzinho, pelo menos eu achei, não havia nem um quarto vago. Mas a japa do balcão foi super solícita e ligou ainda para um terceiro, em que havia duas vagas num quarto para oito pessoas, com banheiro dentro. Como já havíamos compartilhado um quartinho minúsculo com mais dois casais, achamos que até estava bem. Fizemos a reserva e partimos pra rua.

Andamos como sempre, mas Estocolmo não é essa coca-cola toda. Antes de uma da tarde já tínhamos visto tudo. O ponto alto é a Câmara municipal. Um prédio lindo, de tijolinhos, muito alto, à beira do rio, com um jardim muito bem cuidado. Um primor.

assustada com a cobra, santa?

O castelo da nossa Silvia, a rainha da Suécia, é uma decepção. Nada de lindo. Quando pedi informações a uma sueca na rua ela disse:

– Você vai à direita, à esquerda, e tal e coisa e vê um prédio quadrado que não se parece nada com um castelo. É lá. Assim foi. Mas ela não disse que atrás do castelo fica a cidade antiga. É muito bonitinha, com ruazinhas charmosíssimas. E também tem o museu Nobel, ou Real Academia Sueca. Muito interessante, além do mais, tinha uma apresentação de orquestra na frente.

Era uma da tarde, e já tínhamos visto tudo o que tinha de interessante. O resto é galeria de compras e tal, como não é nosso objetivo adquirir nada que se troque por dinheiro, o passeio terminava ali. Voltamos à estação e conseguimos remarcar nossa passagem para Oslo para hoje mesmo e aqui estou, no trem, observando a bela paisagem norueguesa. São oito da noite e o sol ainda está bem alto, brilhando muito. Falta uma hora e meia para chegarmos. Não consegui reservar o hotel na internet, mas espero que ainda haja vagas nele.

Conforme for, posto este texto hoje mesmo e ajeito as fotos das outras postagens. Esperança e fé!

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