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LITERATURA

A briga de guedes e o presidanta

Não sou economista. Acho a economia um campo do conhecimento bastante próximo da astrologia e vejo pouca diferença entre o ascendente em Áries e a agenda neoliberal. Pra mim estão no campo do imaginário, do convencimento. Em termos práticos, a economia deveria buscar amenizar o dia a dia das famílias pobres lutando pela sobrevivência e não dar mais dinheiro aos já podres de ricos. Mas hoje o UOL trouxe uma análise sobre a difícil relação entre o sinistro da economia do desgoverno atualmente instalado no planalto e o ocupante da cadeira presidencial. A matéria foi assinada por Mariana Schreiber e na legenda diz que ela trabalha na BBC News Brasil em Brasília (vou acreditar)

A moça trata com a confusão de conceitos costumeira aos jornalistas brasileiros da área econômica, tentando explicar o inexplicável, afinal, são pagos pela banca para tentar nos convencer de que pobre apertando o cinto e sofrendo cada vez mais é o que traz riqueza para o País. Mas a certo ponto, ela conta que uma economista representante de uma empresa de investimentos (novamente a banca) afirmou que o mercado financeiro continua tendo Guedes em alta conta e abre as seguintes aspas:

“Eu vejo no mercado financeiro, no empresariado, muito respeito por ele. Gostando ou não do estilo, o fato é que ele consegue explicar a economia para as pessoas como antes outros ministros não fizeram. Ele consegue levantar temas polêmicos, ainda que às vezes de um jeito atrapalhado”

Depois ela continua dizendo que, na avaliação dessa moça, a Zeina Latif, o problema está na falta de clareza sobre qual o “compromisso” do governo com as reformas.

Neste ponto não sei se dou uma sonora gargalhada ou se choro. A banca votou nesse sujeito conhecendo-o muito bem. Há 30 anos ele está no cenário político, deputado insignificante, de nula atuação em defesa de qualquer interesse, mas que sempre vituperou contra minorias, contra mulheres e negros. Defendia a ditadura e um patriotismo às avessas, dificílimo de engolir esse argumento do desconhecimento do compromisso. Ele jamais teve compromisso com o que quer que fosse, a não ser com o próprio umbigo.

Segue ainda a sra. Zeina questionando quais são os próximos itens em que haveria proposta. Ora, minha senhora! Não há proposta. Ele não falou nada. Vocês deram a esses psicopatas um cheque em branco. Agora, além de nós pobres, vocês também serão sufocados. Acho é pouco! De mim, a banca e os ricos têm somente o desprezo profundo!

Para quem se interessar, aqui está o elo para a matéria do UOL

https://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2020/02/20/com-ou-sem-guedes-como-saida-do-superministro-afetaria-o-governo-bolsonaro.htm

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