Passamos 6 anos de perdas das conquistas sociais lentamente alcançadas. Desde o impedimento da presidenta Dilma, foram tempos de tristeza, mas também de muita luta.

O presidente Lula traz de volta a esperança de dias menos injustos

Com aquela votação esdrúxula do impedimento, a da cusparada que Jean Wyllys deu no escroto excremento que viria a vencer a eleição, na esteira de uma histeria coletiva. Além disso, não podemos esquecer que a presidência foi para aquele golpista ridículo, que mais parecia um mordomo de vampiro e, por isso, a tristeza começou a se abater sobre o Brasil.

Não há como comprovar isso, mas a minha suspeita é que a descoberta do petróleo na zona do pré-sal foi o estopim para as agruras que atravessamos. Todos conhecem a voracidade e a rapacidade estadunidense para cima das reservas de petróleo, porque eles são os grandes gafanhotos do Planeta Terra. Ao saberem que os recursos oriundos dessa gigantesca fonte de combustível fóssil seria utilizado para financiar principalmente a educação no Brasil, e não para as empresas privadas, ficaram loucos e derrubaram a presidenta.

Não é difícil fazer isso. Basta ser, como ela, avessa às práticas sorrateiras dos deputados integrantes da bancada da rapina, gentilmente apelidada de Centrão pela mídia tradicional. Como ela não cedeu às chantagens do presidente da Câmara à época, um sujeitinho escroto e imoral, daquelas pessoas que sentimos um nojo profundo, foi exatamente ele que começou a implodir a República. 

Daí para que o mordomo de vampiro assumisse, foi um passo fácil. Começou, então, a nossa catábase. Vivemos uma espiral descendente de deboche da direita, rindo na nossa cara. O marreco de maringá, ajudado pelo santarrão jejueiro, prenderam Lula por quase seiscentos dias, com provas pífias, só para que ele não participasse das eleições de 2018.

Aqui abro um parêntese. Não é que eu acredite na santidade e na pureza de Lula. Ninguém, absolutamente ninguém, chega à presidência como ele chegou, de mãos limpas. O jogo político no Brasil é sujo, caro, cheio de escroques, rufiões, gente da pior qualidade. Mas o triplex e o sítio de Atibaia? Façam-me o favor! Havia mais do que prova de que aquele apartamentinho cafona jamais havia sido passado para o patrimônio de Lula, ou de D. Marisa. Mesmo assim, os abutres curitibanos e os desembargadores malandros do Rio Grande do Sul condenaram Lula. 

No entanto, a farsa foi desbaratada e a credibilidade do marreco e do santarrão ficaram levemente abaladas, mas não a ponto de impedirem que fossem eleitos a cargos parlamentares para os próximos mandatos.

O lawfare utilizado contra o povo

O marreco é o caso mais patético. Deixou a magistratura, um emprego perpétuo, cheio de privilégios, prerrogativas e benesses, no qual quase não tinha de dar satisfação a ninguém para se meter na política, com aquele português capenga, aquela fala desafinada e o traquejo de tabaréu novecentista. Foi eleito senador pelo estado mais estranho do Brasil, o Paraná.

Bem, depois tivemos o desastre dos anos do excrementíssimo. Nem vou me alongar, porque foram anos terríveis, tempos bicudos para muita gente. Teve até fila para comer osso cozido em casa, quando dava pra cozinhar, porque o gás está pela hora da morte.

Enfim as eleições de 2022 chegaram e Lula foi o vencedor. A diferença percentual de votos não foi gigante, mas considerando todas as trapaças da extrema-direita para se manter agarrada à cadeira do Planalto, foi uma vitória gigante.

Sinto como se o pesadelo estivesse terminando.

Para se ter uma ideia da grandeza disso, Lula já chega à vitória com a comunidade internacional aplaudindo. Já é recebido como se estivesse empossado, a imprensa golpista nacional já cobra dele, como se já estivesse no comando. E simbolicamente, já está. Os anos do excremento foram de inércia e a vitória de Lula foi uma sacudida nessas estruturas.

Teremos agora, de fato, um ministério com gente que entende de gestão pública voltada para o povo, para a população menos favorecida. Não adianta o “mercado”, esse ente estranho e amorfo, gritar. Aliás, me ocorreu aqui. No princípio do século XX, as revoluções socialistas incendiavam a Europa e, por aqui, inventaram que comunistas comiam criancinhas. Hoje sabemos que quem gosta de devorar gente é o Mercado, e quem rralmrnte “come” criancinha, atua na extrema-direita.

Vamos aos nomes:

Os grandes destaques, na minha opinião, vão para a Fazenda, Cultura, Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cidadania, além de Justiça e Segurança Pública. Haddad foi, sem a menor sombra de dúvida, o melhor ministro da educação que este País sofrido já teve. Espero que atue da mesma forma na Fazenda e, se tiver sucesso semelhante, veremos o país deslanchar sem esquecer os mais pobres. Margareth Menezes é uma mulher forte, lutadora, conhecedora dos meandros da cena cultural brasileira. Anielle Franco é importante ativista do movimento pela igualdade racial do Rio de Janeiro, além de irmã de Marielle Franco, cuja execução pela extrema-direita é sentida e ainda envolta em mistério. Direitos Humanos vai para as mãos de um dos intelectuais mais importantes desta geração: Silvio Almeida. Por fim, mas não menos importante, Flavio Dino na Justiça e Segurança Pública, cujas falas ainda antes de empossado já dão o tom de diferença entre a tacanhez dos integrantes do mandato que sai e o brilho e o conhecimento de causa da equipe que entra.

Além disso, temos Nísia Trindade, que já foi presidente da Fiocruz, como a primeira mulher a ocupar o cargo de Ministro da Saúde. Com todas essas mudanças, que acalentam nossa alma sofrida, tenho que concordar com a mensagem de Mark Hamill no Twitter: a Força está com Lula!

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