Salve meu pai Oxóssi, Kabila caçador, que me permite a vida!

Estou no aeroporto de Brasília, aguardando a hora de ir para casa. Vim de Goiânia hoje, na melhor companhia que eu poderia desejar. Vim acompanhado de um amigo que não via há mais de 20 anos, mas que jamais esqueci. Só não tinha muito como entrar em contato com ele, porque a vida sempre nos leva por caminhos diversos. Às vezes adversos, às vezes não.

Então hoje, eu estava já na sala de embarque do aeroporto de Goiânia, quando repentinamente ouvi meu nome. Na hora que vi quem me chamava, não acreditei. Um filme rodou em minha memória, um filme com 3 anos de duração, três intensos anos, determinantes de todo o meu futuro de então, ou seja, o meu presente.

Me lembrei imediatamente do momento em que vi aquele candango descendo os degraus do Instituto de Ciências Humanas e Letras da Universidade Federal de Goiânia, e eu lhe perguntando se teria carona novamente para o Setor Sul. Era 1984. Eu recém havia ingressado no curso de jornalismo da UFG e ele no de sociologia. Foi uma sintonia imediata. Ficamos amigos como se fôramos crianças. Eu apresentei a ele as ruas de Goiânia, os caminhos, alguns bares e sua primeira mulher. Ele me deu meu primeiro emprego, me mostrou coisas que eu não conhecia e, principalmente, me apresentou a Brasília.

Essa cidade que seria a minha casa pelos próximos 22 anos. Tivemos uma relação de amizade intensa e profícua, durante um curto período. Mas o reencontro de hoje me mostrou que o sentimento sobreviveu. Cada um seguiu seu rumo, mas as impressões permaneceram indeléveis.

Aí, então, deixo aqui meu registro pelo reencontro com o Felipe. Espero que seja o primeiro de uma longa fila!

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