Recebi um e-mail hoje que merece o título de sem noção:

Na época da ditadura bons tempos
 
Procura-se o autor…
 
‘Na época da ditadura’, podíamos acelerar nossos mavericks a 120km/h sem a delação dos radares,
mas não podíamos falar mal do presidente.
Podiamos andar na rua, sem ser assaltados
mas não podíamos falar mal do presidente.
Não havia tanto engarrafamento no transito.
mas não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos cortar a goiabeira do quintal, empesteada de
taturanas, sem que isso constituísse crime ambiental,
mas não podíamos falar mal do presidente.

Podíamos tomar nossa redentora cerveja após o expediente, sem o risco de sermos jogados à vala da delinqüência,
mas não podíamos falar mal do presidente.

Não usávamos eufemismo hipócritas para fazer referências a raças, credos ou preferências sexuais, e não éramos processados por isso,
mas não podíamos falar mal do presidente.

Íamos a bares e restaurantes cujas mesas mais pareciam Cubatão em razão de tantos fumantes, os quais não eram alocados entre o banheiro e a coluna que separa a chapa,
mas não podíamos falar mal do presidente.

Galanteava a menina do contas a pagar e não sofria processo judicial por assédio,
mas não podia falar mal do presidente….
 

Hoje a única coisa que podemos fazer é falar mal do presidente!
Mais nada !!!!

Que merda!

Dá pra acreditar? O cara prefere morrer de câncer no pulmão, trafegar em altíssima velocidade, preferencialmente enbriagado, contrariando as normas de boa conduta, falar mal dos veados, macumbeiros, crentes, devastar a natureza e assediar todas as meninas a viver em liberdade.

Aliás, parece que ele considera que essas atitudes estão na raiz da liberdade. Estranho… Deve ser da turma dos quatro rapazes que queimaram o Galdino Pataxó em Brasília por mera diversão…

Se alguém souber quem escreveu isso, pode conceder-lhe o troféu sem-noção do ano na categoria alienado político.

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