Desculpem-me meus 14 leitores. Fiquei um tempão sem alimentar o blog. Viajei de férias, fui para onde mandam todos os comunistas aqui no Brasil. Não! Não fui pra putaqueopariu!!! Fui pra CUBA! Foi amor à primeira vista. Eu já era maluco pra conhecer a ilha desde que li A Ilha, do Fernando Morais. Excelente livro. Li na década de 1980 (digressão: sempre que digo que fiz coisas na década de mil novecentos e tal, me assusto: é o século passado.) e adorei. Fiquei encantado.

Pois bem, passei 4 dias em La Habana e 2 em Varadero. Depois mostro fotos. Foi muito excitante, foi realmente muito interessante conhecer a Ilha. Tudo bem que governar um País com 12 milhões de habitantes é muito mais fácil do que um com 200. Mas é por isso que grandes nações costumam ser federações e não estados unitários. E tem muito exemplo que poderíamos ter do que se aplica lá. Pra começar, a educação pública, universal e gratuita! Todas as pessoas são educadas, não só no sentido de polidez social, mas também de educação formal. Faz muita diferença. A ausência de um racismo estrutural severo também é notada. Vemos gente de todas as cores, com muitos tipos de rosto vivendo numa harmonia maior que a nossa. Eu achei que não tinha racismo nenhum, foi a primeira impressão. Mas conversando com minha amiga Mariana Imbelloni, ela me alertou para a possibilidade de eu estar romanceando isso na minha fantasia e resolvi dar um passo atrás e colocar numa proporção mais adequada.

La Habana é uma cidade simplesmente bela! A arquitetura é a comum dos países de colonização espanhola. Casas com balcões e sacadas, janelas francesas, muita veneziana. Muita coisa está deteriorada. A ação do tempo e dos embargos econômicos sucessivos ocorridos a partir da derrocada do estalinismo é visível e palpável. Mas se nota um vento de renovação. O Capitólio e o Teatro Nacional de Cuba estão restaurados e aparecem num esplendor. A Calle José Martí é um passeio obrigatório. Pode-se simplesmente ficar ali, num daqueles banquinhos, vendo a vida passar na sua frente. Aliás, numa tarde fizemos isso e foi bem divertido. Era a hora de saída de uma escola de pré-adolescentes e adolescentes. Como os telefones espertinhos ainda não são uma febre por lá, eles estavam dando vazão aos hormônios em ebulição. Muita paquera, muita risada, muita zoação uns com os outros. Um pouco como foi a minha fase de 11 a 15 anos.

As pessoas tomam muito sorvete lá. E muito rum (ron). E fumam los habanos. Eu adorei. O Mojito é um capítulo à parte. DELICIOSO. Daikiri eu gostei, mas não foi demais, não. O segundo lugar da minha preferência nos drinks cubanos é o Piña Colada. Delicioso, feito com leite condensado e uma pitada de canela. Perfeito. Mas em primeiro lugar ficou mesmo o Mojito! Uma noite eu tomei tantos no bar do hotel que não sei como fui parar no quarto. Não me lembro. Só sei que quando acordei estava na cama certa, no quarto certo. Felizmente. Mas não que houvesse com o que me preocupar. As ruas de La Habana são seguríssimas. Não há agressões, assaltos, etc.

O que há é MUITA MÚSICA! Muita salsa. Em quase todos os bares e restaurantes há música ao vivo. De qualidade. Gente que deve ter estudado muito e que ensaia bastante. Bem executadas e alegres, as salsas contaminam os meus quadris quase tanto quanto o samba.

Bem, por hoje é isso. Vou escrever mais sobre a Ilha com o tempo. Por enquanto, estou só marcando a minha volta ao diário.

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  1. Como uma das 14 ativas leitoras, fico feliz com a retomada. Li outros comentários sobre o que falou da questão racial, então como amiga crítica também dou um passo afrente – menos crítico – para não achar que é romance. Embora seja um texto bem apaixonado =)

  2. Como uma das 14 ativas leitoras, fico feliz com a retomada. Li outros comentários sobre o que falou da questão racial, então como amiga crítica também dou um passo afrente – menos crítico – para não achar que é romance. Embora seja um texto bem apaixonado =)

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