Ainda não fui ver It, a Coisa – Capítulo 2, mas li essa crítica do uol: https://robertosadovski.blogosfera.uol.com.br/2019/09/05/monstros-digitais-substituem-o-medo-na-decepcionante-continuacao-de-it/

Eu li o livro do Stephen King. Não só este, sou muito fã do cara. Pra mim o melhor deles é Dolores Claiborne, que se chamou Eclipse Total, com interpretações brilhantes de Kathy Bates (divina maravilhosa) no papel título e Christopher Plummer no papel do policial que quer pegar Dolores. Jenifer Jason Lee faz a filha vingativa e está muito bem também. Mas digredi. Quero mesmo é falar de It. O livro é muito interessante até o final. No fim, é anticlimático. Não gosto de soluções extraterrestres para dramas psicológicos terráqueos. Os medos tinham de ser solucionados de outra forma. Acho que o Stephen ficou com preguiça de concluir e deu esse final roubado na trama.

Agora estou em dúvida se devo ir ver It – capítulo 2 no cinema ou espero sair no Telecine ou na HBO. Já pago tão caro pela assinatura da TV a cabo que talvez espere e deixe para ver o Bacurau no cinema. aguardo sugestões dos meus 10 leitores.

Mas eu sou um fã de filmes de terror desde criança. Eu me assustava de verdade com o Drácula do Bela Lugosi, que hoje me parece canastrão demais, depois da versão do Coppola. Gary Oldman é daqueles atores sensacionais. A risada dele quando Keanu, no papel de John Harper fecha o negócio da velha abadia de Carfax é de gelar o sangue.

Depois fui ficando um pouco mais sofisticado, mas jamais tive medo depois dos filmes. Sou daquelas pessoas que se envolvem profundamente durante a transmissão, mas depois concilio o sono tranquilamente. Ah, mentira. A Nightmare on Elmer Street, ou A Hora do Pesadelo, o primeiro e original, foi bem apavorante. Eu vi quando já morava em Brasília, à época do lançamento. Fomos eu e Marcelo Braga, meu melhor amigo, e acho que o Luciano, irmão dele também foi. Eu fui dormir na casa do Marcelo naquela noite e me lembro que demorei pacas pra dormir, com medo do Fred Krugger aparecer nos meus sonhos.

Dos recentes, o que eu mais gostei foi da refilmagem de Pet Sematery. Profundamente angustiante. Tem também a sequência de The Conjuring (invocação do mal) com o spin off A freira. Gostei muito do invocação do mal 2. Vera Farmiga é daquelas atrizes sensacionais. Além desses filmes ela produziu a excelente série Bates Motel, sobre a origem de Psicose.

Por falar nisso, outro dia o Telecine Cult levou Psicose de novo! Uau!!! Hitchcock é de babar na condução dos filmes.

Bem, já digredi demais sobre filmes de terror, e isso é para aliviar da barra que está sendo morar no Brasil sob o comando do alucinado sentado na cadeira do Planalto. Melhor está me esconder nessa realidade absurda dos fantasmas, demônios e bichos papões fictícios, porque os reais são apavorantes demais!

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  1. Tem toda razão, meu amigo: é preciso descansar a mente de quando em vez, pra voltar à resistência contra a indigência intelectual reinante com mais energia, e o cinema é a mágica perfeita pra isso. Meu pai sempre diz que quem é muito aficcionado de uma arte também tem um subgênero que consome. Tenho um tio, por exemplo, que é um leitor voraz de clássicos, e não abandona as aventuras do Tex! Eu sou um cinéfilo inveterado, e os filmes de terror são meu ponto fraco. É inegável que somente muito pontualmente um deles se ergue acima do gênero e é um filme realmente relevante, como os óbvios O Exorcista, O Bebê de Rosemeire, Nosferatu, Suspiria… mas há alguns mais recentes que são brilhentes: “A Chave Mestra”, “The Witch”, ou aquele polonês incrível, “Demon”! Mas “It” não me chama nem um pouco à atenção. Deixe pra ver na TV, quando passar. Em vez disso, vá ver “Yesterday”! Chorei como um idiota.

    1. O bebê de Rosemeire eu nunca achei que fosse filme de terror. Acho um filmaço, daqueles de ver várias vezes – e já vi. Adoro. Nosferatu é sensacional, né? Pena que deu aquele rolo com o Bram Stoker. O filme só foi lançado mesmo depois que a obra do Bram virou de domínio público (sabia dessa curiosidade?)
      Agora: eu pensei que Yesterday era comédia! Você chorou?

  2. Tem toda razão, meu amigo: é preciso descansar a mente de quando em vez, pra voltar à resistência contra a indigência intelectual reinante com mais energia, e o cinema é a mágica perfeita pra isso. Meu pai sempre diz que quem é muito aficcionado de uma arte também tem um subgênero que consome. Tenho um tio, por exemplo, que é um leitor voraz de clássicos, e não abandona as aventuras do Tex! Eu sou um cinéfilo inveterado, e os filmes de terror são meu ponto fraco. É inegável que somente muito pontualmente um deles se ergue acima do gênero e é um filme realmente relevante, como os óbvios O Exorcista, O Bebê de Rosemeire, Nosferatu, Suspiria… mas há alguns mais recentes que são brilhentes: “A Chave Mestra”, “The Witch”, ou aquele polonês incrível, “Demon”! Mas “It” não me chama nem um pouco à atenção. Deixe pra ver na TV, quando passar. Em vez disso, vá ver “Yesterday”! Chorei como um idiota.

    1. O bebê de Rosemeire eu nunca achei que fosse filme de terror. Acho um filmaço, daqueles de ver várias vezes – e já vi. Adoro. Nosferatu é sensacional, né? Pena que deu aquele rolo com o Bram Stoker. O filme só foi lançado mesmo depois que a obra do Bram virou de domínio público (sabia dessa curiosidade?)
      Agora: eu pensei que Yesterday era comédia! Você chorou?

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